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Postado em 10 de Julho de 2017 às

Vitamina D: ações extraósseas e uso racional

Hilê Terceirização de Chás, Cápsulas, Solúveis, Whey e Farinhas O número de exames laboratoriais solicitados vem subindo progressivamente em todo mundo. dentre eles, destaca-se a dosagem da vitamina D. O número dessas...

O número de exames laboratoriais solicitados vem subindo progressivamente em todo mundo. dentre eles, destaca-se a dosagem da vitamina D. O número dessas análises no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, teve um aumento de 60% no ano de 2012, sem que tenha ocorrido aumento equivalente do número de pacientes atendidos no mesmo período.

Os níveis séricos de vitamina D são influenciados por diversos fatores, como a obesidade, exposição solar, atividade física, estado nutricional, pigmentação da pele e medicações. Pacientes que sofreram cirurgia bariátrica e indivíduos com insuficiência renal crônica têm maior risco de apresentar deficiência de vitamina D. Negros necessitam de 3-5 vezes mais exposição ao sol que brancos para produzirem as mesmas quantidades de vitamina D.

O uso de protetor solar de fator 30 diminui a produção de vitamina D em mais de 95%. Anticonvulsivantes e drogas antirretrovirais aceleram o catabolismo da vitamina D. Fontes endógenas de vitamina D duram duas vezes mais tempo no organismo que as exógenas.
Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham níveis baixos de vitamina D, o que parece configurar uma verdadeira “epidemia” de hipovitaminose D, com possíveis consequências graves para a saúde pública.

Em relação ao metabolismo de vitamina D, no intestino, a mesma estimula a absorção de cálcio e fósforo. Sem vitamina D apenas 10-15% do cálcio e 60% do fósforo da dieta sã absorvidos. Em quantidade suficiente a vitamina D aumenta em 30-40% a absorção do cálcio e em 80% a do fósforo. Além disso, do ponto de vista evolucionário, a vitamina D gera uma citocina que protege a célula da invasão microbiológica.

A hipótese de que a hipovitaminose D esteja associada a incidência ou mortalidade provocada por outras enfermidades não primariamente ósseas surgiu em países nos quais a prevenção do câncer cutâneo, por meio de protetores solares com alto fator de proteção, revelou baixos níveis de vitamina D na população.

De modo geral, a revisão de estudos observacionais, confirmou a possibilidade de hipovitaminose D aumentar a incidência ou a mortalidade por doenças não ósseas, mas, em muitos casos, os resultados foram inconsistentes ou até conflitantes.
Por enquanto, hábitos de vida saudáveis, como atividade física regular, exposição solar moderada, alimentação equilibrada, controle de peso e consumo controlado de substâncias químicas ainda parecem ser a forma mais efetiva de promover saúde e prevenir doenças, sejam elas relacionadas ou não à hipovitaminose D.

Com base nas melhores evidências científicas disponíveis até o momento, não é possível estabelecer vínculo de causalidade entre baixos níveis séricos de vitamina D e câncer, doença cardiovascular e diabetes mellitus tipo 2. Portanto, não são recomendadas, para a população geral, nem a sua dosagem de rotina nem a suplementação dietética da vitamina D com fins preventivos.

É possível que a dosagem periódica de 25(OH)D3 (calcidiol) e a suplementação vitamínica, quando necessárias, tragam benefício para mulheres acima de 60-65 anos, não institucionalizadas, com antecedentes ou alto risco de quedas repetidas.

Referência:
LICHTENSTEIN, Arnaldo et al. Vitamina D: ações extraósseas e uso racional. Revista de associação médica brasileira, v. 59, n. 05, p. 495-506, 2013.

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